terça-feira, 13 de setembro de 2011

VIVA RIO APRESENTA RESULTADO DO TRABALHO EM CONSELHEIRO PAULINO

Prefeito em exercício DBMN 
O prefeito em exercício do município de Nova Friburgo, Dermeval Barbosa Moreira Neto recebeu terça-feira, 12 de setembro, os coordenadores do Projeto Recomeçar, da ONG Viva Rio: Leonardo Garcia, da Brigada Comunitária de Defesa e Saúde, Valéria Manhães, administradora e Juliana Dantas, coordenadora do Projeto. A pauta da reunião foi a apresentação do mapeamento geoeconômico realizado nos bairros Floresta, Alto do Floresta e Três Irmãos, de março a setembro desse ano. O trabalho foi resultado de um termo de parceria celebrado entre a PMNF e a ONG.
A apresentação foi ampla e mostrou todo o trabalho realizado no período de sete meses, com o cadastramento de aproximadamente mil famílias, nos três bairros do distrito de Conselheiro Paulino. Dentre os dados mapeados constam o perfil demográfico, sócio-econômico, de saúde, de geo-referenciamento, das áreas de risco e pontos de apoio.
Algumas das aplicações desses dados podem ser feitas na confecção de mapas e na definição de percursos de evacuação das áreas de risco. É um vasto material para contribuir com as ações do poder público na prevenção de desastres, como salientou o subsecretário André Luis.
-  “Esse levantamento é fundamental para o planejamento em que estamos trabalhando no CONDECs nacional, estadual e municipal e CODENF.”.
A parceria entre PMNF e Viva Rio termina formalmente em 30 de setembro, data que se exaurem também os recursos da ONG para este trabalho.
Diante dos resultados, o prefeito DBMN determinou que a Secretaria de Ordem Urbana busque formular uma proposta para viabilizar que o trabalho seja também desenvolvido nas outras comunidades em risco no município de Nova Friburgo.
O orçamento dessa etapa maior é estimado pela ONG em cerca de 2,5 milhões de reais.
DBMNl sugeriu que os técnicos da Secretaria de Ordem Urbana, em conjunto com Meio Ambiente, verifiquem a possibilidade destes recursos serem conseguidos via fundo estadual ou nacional de defesa civil, já que, é um projeto completamente voltado para prevenção de desastres e ao mesmo tempo socorro em caso de sinistros.
O trabalho prevê o mapeamento de cerca de 70 outras áreas, deverá durar dois anos e contaria com a colaboração de 60 agentes de campo nas diversas comunidades.

- Com Secon-PMNF


DRAGAGEM DE RIOS EM NOVA FRIBURGO


Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, serão liberados este mês R$ 220 milhões do Ministério das Cidades para a dragagem de dez rios em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, cidades castigadas pelas chuvas de janeiro. Minc, no entanto, reconhece que a verba chega tarde para preparar a região até o próximo verão. A recuperação só terá efeitos no verão de 2013. Será feita ainda a realocação de 1.700 famílias que vivem em faixas marginais de rios.
- Daqui a pouco, começam as chuvas e precisamos desentupir o que a chuva de janeiro entupiu. Mas uma solução maior só ficará pronta para o outro verão. As licitações estão prontas para serem disparadas. Depois de iniciadas as obras, será preciso um ano para concluir os trabalhos, que incluem, além da realocação de 1.700 famílias, a criação de três parques fluviais. Eles usarão áreas de margem de rio para atividades de baixo impacto.

- Com agencias de noticias

SEMINÁRIO EM SÃO PAULO DEBATEU COLAPSO DO NEOLIBERALISMO

Pochmann

A agência brasileira de notícias Carta Maior realizou, nesta segunda, um seminário para debater os dilemas diante da crise internacional. O debate reuniu Luiz Gonzaga Belluzzo, Maryse Farhi, Ignacy Sachs, Ladislau Dowbor, Marcio Pochmann, Paulo Kliass, Samuel Pinheiro Guimarães e Emir Sader. Eles analisaram quatro grandes temas: a singularidade da crise financeira, o panorama geopolítico, Brasil e os canais de transmissão da crise, desafios e trunfos da América Latina.
Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitaram a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica. Restrita aos seus próprios termos, a engrenagem das finanças desreguladas não dispõe de uma alternativa para o próprio colapso.
A desigualdade construída em trinta anos de supremacia dos mercados financeiros sobre o escrutínio da sociedade cobra sua fatura. Populações asfixiadas acodem às ruas. Estados falidos se escudam em mais arrocho.
Anulada no seu relevo institucional por governantes e partidos majoritariamente ortodoxos e tíbios, a democracia representativa também se apequena. O sentido transformador da política passa a ser jogado nas ruas.
Sucessivas injeções de dinheiro nos mercados hibernam no caixa de bancos e empresas, sem ativar o metabolismo da produção e do consumo.
Exaurido pelo socorro às finanças, o caixa fiscal dos Estados encontra-se emparedado. Demandas sociais crescentes colidem com um endividamento inexcedível a juros cada vez mais calibrados pela desconfiança.
Organismos outrora estruturadores dessa hegemonia, como o FMI, rastejam sua esférica desimportância. Demonstrações de obscurantismo fiscal para ‘acalmar os mercados’ pontuam a deriva da social-democracia europeia.
Para debater esse longo crepúsculo histórico, a Carta Maior promoveu o seminário:
‘Neoliberalismo: um colapso inconcluso’, que se desdobrou em quatro mesas:
- A singularidade da crise financeira mundial – Luiz Gonzaga Belluzzo e Maryse Farhi
- Panorama geopolítico: novos atores e novas agendas – Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor
- O Brasil e os canais de transmissão da crise – Márcio Pochmann e Paulo Kliass
- Desafios e trunfos da América Latina – Samuel Pinheiro Guimarães e Emir Sader
O Seminário foi transmitido, ao vivo, pelos sites da Carta Maior e da PUC-SP. A íntegra dos debates será objeto de uma publicação do IPEA.

- Com Carta Maior