domingo, 27 de novembro de 2011

ECONOMIST: - DILMA ROUSSEFF DEVERIA SER 'MAIS RADICAL EM FAXINA POLÍTICA'


QUEDA DE MINISTROS DO GOVERNO DILMA SEGUE 'UM CONHECIDO ROTEIRO’

Carlos Lupi e Dilma Rousseff
A presidente Dilma Rousseff teria capital político para ser "mais radical em sua faxina política", opinou a revista Economist em reportagem publicada na quinta-feira, 24 de novembro que começa descrevendo o "conhecido roteiro" de queda de ministros no governo brasileiro: alegações de corrupção, negações, novas provas, demissão.
- "Agora, Carlos Lupi, o ministro dos Transportes, parece ser o próximo a sair", diz a revista.
Para a Economist, porém, a faxina ministerial, ainda que conte com aprovação popular, "meramente toca na superfície de um problema com raízes na forma como a política se desenvolveu no Brasil", citando a troca de cargos executivos por apoio legislativo, com o objetivo de conseguir a aprovação de projetos.
Em entrevista à publicação, Sylvio Costa, do site Congresso Em Foco, diz que o Brasil tem "uma presidente forte que não consegue fazer nada sem o apoio do Congresso. E esse apoio tem que ser comprado.".

Agenda política

"A presidente Dilma Rousseff deu poucos sinais de que está interessada em fazer mudanças radicais nesse sistema político de patronagem.", afirma a reportagem.
- "É mais possível que ela simplesmente continue a mandar embora os ministros mais pecadores quando denúncias chegarem ao seu conhecimento."
Na opinião da reportagem, porém, Dilma Rousseff poderia apostar em reformas políticas mais profundas, considerando que "muito da agenda política da presidente - como melhorar a educação e a saúde, eliminar a pobreza extrema e investir em infraestrutura - não depende da aprovação do Congresso".

- Com agencias de noticias

INSTABILIDADE E MUDANÇA


A dança das cadeiras em que se transformou a política de Nova Friburgo, com afastamentos e nomeações de prefeitos e secretários a toda hora, foi objeto de enquete promovida por A Voz da Serra em sua edição da última terça-feira, 22 de novembro. Na reportagem aparecem opiniões de dez pessoas de diferentes idades e profissões, o que vale dizer de diferentes modos de inserção na sociedade local.
Há unanimidade entre os entrevistados na rejeição ao modelo político que tem levado a acontecimentos como o atual.
A ideia de que se trata de um modelo político, isto é, de algo que se repete periodicamente, é sugerida por alguns dos entrevistados que se lembravam do episódio das disputas entre Paulo Azevedo e Nelci da Silva, por um lado, e Heródoto Bento de Mello, por outro, no período de 1992 a 1997, com consequências semelhantes nas trocas de personagens na administração da cidade.
E não seria exagero localizar a origem desse modelo político nas mudanças vividas pela cidade a partir dos anos 1910-1911, com o processo de introdução da energia elétrica, condição para o surgimento da cidade industrial que se formou. Naquela época, Galdino do Valle Filho e Julius Arp representavam o lado inovador, enquanto o presidente da Câmara Municipal de Nova Friburgo, coronel Galiano Emílio das Neves Júnior, era o personagem das forças conservadoras, dos fazendeiros de café e agregados.
Pode-se dizer com certeza que existe uma rejeição do modelo político com base nas falas dos entrevistados na reportagem. O que não se pode saber muito bem é se há uma inclinação coletiva mais definida por alguma outra maneira de se administrar a vida pública da cidade. A auxiliar de produção Patrícia Jacob, de 33 anos, moradora do bairro Cordoeira, diz que “tem que ter nova eleição porque está feia a coisa”.
Outro personagem das entrevistas foi o trabalhador da indústria Ramon Klein, 21 anos, do Campo do Coelho. Ele diz o seguinte: “Essa disputa política sem propostas, um partido com picuinhas com outro, faz com que a população esteja na mesma situação de sempre. (...) A população não ganha nada com isso.”
A proposta de realizarem-se novas eleições formulada por Patrícia está presente nas diversas manifestações que vêm ocorrendo desde o afastamento, pela Justiça, há menos de um mês, do ex-prefeito substituto Dermeval Barbosa Moreira Neto.
Não se pode afirmar que este posicionamento político da auxiliar de produção seja motivado pelas manifestações, embora a coincidência seja um fato.
As manifestações têm sido propostas, principalmente, por pessoas ligadas aos partidos de esquerda Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido do Socialismo e da Liberdade (PSOL), além de algumas sem partido. Trata-se de um agrupamento com uma crítica definida ao modo como se organiza a sociedade atual, embora sem um programa político comum.
A rejeição ao modelo vigente, expressa nas entrevistas publicadas, é algo que se engendra nas almas dos cidadãos de Nova Friburgo como resultado da vivência coletiva e das reflexões que se processam nos diversos espaços de sociabilidade locais. As manifestações e o sentimento coletivo captado pela reportagem são dois fenômenos diferentes, embora possam vir a convergir para um mesmo ponto.
Outro aspecto interessante do atual momento é o fato de os entrevistados pelo jornal terem o perfil do que se chamou de “nova classe média”, força social emergente nacionalmente. Não são pessoas das antigas elites, nem descendem ideologicamente dos movimentos contestadores dos anos 1960-70. É algo novo que a vida social está criando.

- Maurício Siaines é jornalista e mestre em sociologia

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

SEM TEMPO HÁBIL PARA MUDANÇAS, NOVO GOVERNO TERÁ QUE USAR ORÇAMENTO DE 2012 FEITO PELO ANTECESSOR


LEI QUE ESTIMA A RECEITA E FIXA A DESPESA SERÁ 30% MAIOR DO QUE EM 2011

O novo governo do município de Nova Friburgo decidiu não fazer mudanças no anteprojeto de lei que fixa a despesa e estima a receita para o exercício fiscal de 2012, encaminhado anteriormente pela administração do prefeito afastado Dermeval Barbosa Moreira Neto.
A decisão foi tomada devido ao tempo exíguo para elaborar ou mexer na proposta anterior, uma vez que faltam apenas cerca de três semanas para o início do recesso parlamentar na Câmara Municipal de Nova Friburgo que será de 15 de dezembro a 2 de fevereiro.
Para não ficar engessado no exercício fiscal do ano que vem, o prefeito interino Sérgio Xavier deve solicitar aos vereadores autonomia de 50% para remanejamento de recursos, a exemplo do que a CMNF autorizou quando DBMN substituiu Heródoto Bento de Mello, no ano passado.
A proposta apresentada por DBMN para o ano que vem é cerca de 30% superior ao exercício atual de 2011. O valor estimado é de R$ 450.128.700.00.
O anteprojeto ainda está sob análise das comissões de Finanças e Orçamento e de Constituição e Justiça do Legislativo e deverá ser votada na última sessão ordinária do Legislativo em 15 de dezembro. O prazo para apresentação de emendas já se encerrou.
A proposta prevê mais recursos para a Educação do que para a Saúde.
A rede pública de ensino terá verba de R$ 109.372.081,00. Enquanto a rede de saúde irá dispor de R$ 104.742.152,67. A terceira pasta com maiores volumes de recursos é a Secretaria de Projetos e Obras Especiais, com R$ 90.962.369,00.
Segundo a proposta do Executivo, serão destinados R$ 21.302 milhões para os Serviços Públicos; R$ 20.793 para a Fazenda; R$ 15 milhões para o Fundo de Combate a Situações de Emergência e Calamidade Pública; R$ 14.400 milhões para o Fundo de Previdência Social; R$ 14.400 milhões para Secretaria de Obras; R$ 10.600 para a Administração; R$ 8.575 milhões para Assistência Social e Trabalho, entre outros.
O anteprojeto de orçamento de 2012 de Nova Friburgo reserva R$ 9.587.338,00 para os gastos do Legislativo.
Enquanto isso, a Autran terá uma verba de R$ 2 milhões para enfrentar os problemas do caótico trânsito da cidade.
A Secretaria de Turismo terá recursos de R$ 1,6 milhão, e a Cultura, R$ 1,2 milhões. Para o Meio Ambiente foram reservados R$ 499 mil; Olaria, R$ 818 mil; Conselheiro Paulino, R$ 820 mil. Já a Secretaria de Ciências e Tecnologia ficará com R$ 5,2 milhões; Ordem Urbana, R$ 1,8 milhões; Esportes e Lazer, R$ 1,9 milhões, entre outros.

- Com AVS