segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CÚPULA DE DURBAN COMEÇA COMO ÚLTIMA CHANCE DE SALVAR PROTOCOLO DE KYOTO


MESMO A CRISE GLOBAL NÃO BARROU AS EMISSÕES DE GASES QUE PROVOCAM O EFEITO ESTUFA.

 
Após o fracasso das duas últimas conferência da ONU para mudanças climáticas (COPs) em Cancún e Copenhagen, a 17ª Conferência das Partes da ONU, que começa na segunda-feira em Durban, na África do Sul, vem atraindo atenção por ser vista como a última chance de se salvar o Protocolo de Kyoto.
O acordo, que obriga os países desenvolvidos a reduzir suas emissões de gases poluentes, expira em 2012, e até agora não há nenhum outro tratado para substituí-lo.
Kyoto muitas vezes é tido como insuficiente, porque a situação atual exige metas mais ambiciosas e também pelo fato de que grandes potências poluidoras, como os Estados Unidos, não serem signatárias.
No entanto, especialistas acreditam que sem renovar os termos do acordo, fecha-se a principal porta para garantir que a temperatura do mundo não suba 2º C, como era o objetivo do tratado.
E arcar com tamanho retrocesso seria um risco, especialmente em um cenário em que mesmo a crise global não reduziu as emissões de gases que provocam o efeito estufa.
Segundo um estudo divulgado na semana passada pelo Departamento de Energia dos EUA, a liberação de dióxido de carbono bateu recorde - 564 milhões de toneladas ou 6% a mais que em 2009.

Deturpação

- "Essa é a hora de o Brasil mostrar qual tipo de emergente quer ser. O país que quer investir em uma economia verde ou no desenvolvimento sujo, apostando no carvão e no pré-sal?".
Pedro Henrique Torres, representante do Greenpeace do Brasil em Durban:
- “Se deixar morrer Kyoto, vai-se deixar morrer o único acordo top down (quando se tem uma meta a cumprir). E há praticamente um consenso de que nunca mais vai se conseguir outro acordo desse tipo.”, disse o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty e negociador do Brasil na COP-17.
Para Lago, a anulação de Kyoto implica em negociações paralelas, que não colocam metas, apenas compromissos voluntários - “uma deturpação monumental dos princípios da convenção”.
Ele afirma que esta é justamente a estratégia de governo como EUA, Japão e Rússia: minar Kyoto e obter um novo acordo, que inclua até países como o Brasil.
- “Todos dizem querer um resultado equilibrado em Durban. O que o Brasil considera equilibrado seria a aprovação do segundo período de compromisso que deve se estender até 2020, mesmo com um número menor de países.”.

Brics

Enterrar Kyoto não é a única expectativa negativa de Durban, que não deve avançar no Fundo para o Clima
No entanto, apesar das intenções do governo brasileiro, essa aprovação pode esbarrar em entraves relacionados aos Brics.
As negociações paralelas citadas por Lago ocorrem porque os países desenvolvidos não aceitam que os emergentes continuem sem metas para suas emissões. Isso é o que prevê Kyoto, já que quando o acordo foi fechado essas nações não tinham o peso de hoje.
Se de um lado dos Brics o Brasil aceita acatar metas de reduções, no outro lado do bloco China e Índia têm ressalvas, por serem economias dependentes de matrizes fósseis, como o carvão. Já o Brasil se baseia em energias consideradas mais limpas, como a hidrelétrica.
- “Essa é a hora de o Brasil mostrar qual tipo de emergente quer ser.”, afirma o representante do Greenpeace do Brasil em Durban, Pedro Henrique Torres.
- “O país que quer investir em uma economia verde ou no desenvolvimento sujo, apostando no carvão e no pré-sal, ou seja, em combustíveis não-renováveis?, questionou ele”
Para Torres, o Brasil está diante de uma bifurcação, que tem ainda, em lados opostos, o desejo de exibir taxas de desmatamento em queda e um Código Florestal que, para ele, incentiva a derrubada de áreas verdes.
O ambientalista acredita que o Brasil tem poder de negociação no chamado G77, que engloba países em desenvolvimento, mas fica em desvantagem no bloco Basic, que envolve justamente Índia e China.

Desafios

- "Todos dizem querer um resultado equilibrado em Durban. O que o Brasil considera equilibrado seria a aprovação do segundo período de compromisso que deve se estender até 2020, mesmo com um número menor de países.".
Embaixador André Aranha Corrêa do Lago é o negociador do Brasil na COP-17
O risco de enterrar Kyoto não é a única expectativa negativa de Durban. A conferência vai estar esvaziada pela ausência de chefes de Estado importantes, especialmente o dos Estados Unidos e os da União Europeia, envolvidos em problemas com a crise econômica. Assim, outros pontos fundamentais das negociações podem emperrar.
- “Uma COP que começa para salvar Kyoto já começa errada, porque há outros mecanismos que deveriam ser debatidos.”, disse Torres, citando questões como o Redd, mecanismos para reduzir as emissões decorrentes da degradação florestal.
Outro importante mecanismo é o Fundo Verde para o Clima. Criado na COP16, ele pretende reunir USS$ 100 milhões até 2020 para ajudar os países em desenvolvimento a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Em vídeo o chanceler Antonio Patriota ressaltou a importância do fundo, dizendo que é preciso garantir que promessas de financiamento sejam cumpridas.
Mas, para Torres essa é outra das tarefas árduas que o Brasil enfrentará na cidade sul-africana.
- “Se o valor já era considerado insuficiente, num momento de crise a situação piora porque os países desenvolvidos não estão doando o prometido. E o fundo tem praticamente uma morte anunciada.”.

- Com BBC Brasil

REALIZAÇÃO DO CARNAVAL 2012 NA CIDADE DE NOVA FRIBURGO

Acompanhado de secretários e vereadores, Sérgio Xavier e carnavalescos discutiram sobre a realização do Carnaval 2012.

Na sexta-feira, 25 de novembro, o prefeito interino Sérgio Xavier e a secretária de Turismo, Bianca Temponi, receberam no seu gabinete na Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, às 17h, os presidentes das agremiações carnavalescas de Nova Friburgo e o presidente e membros da Liga das Escolas de Samba e Blocos de Enredo (LIESBENF).
O assunto tratado foi a realização do Carnaval 2012. De acordo com o prefeito, o carnaval será realizado, mas bem provavelmente fora de época.
Sérgio Xavier reconheceu que hoje existe um grande anseio por parte dos carnavalescos das escolas e blocos sobre a realização ou não do carnaval. Mas, segundo falou, Nova Friburgo vive ainda um momento de apreensão sobre as chuvas e sobre as obras que deveriam ter sido feitas em ainda não foram.
- “Existe hoje uma retomada dos convênios estaduais e federais das obras de reconstrução das áreas afetadas na catástrofe. Por isso, a sugestão do executivo é a de que realizemos o carnaval fora de época. Não em fevereiro, pois estamos muito próximo de um ano da tragédia. Um pouco mais a frente, numa outra data, seria mais conveniente ao poder público e de acordo com a maioria dos associados da Liga, como percebi. Vamos marcar um próximo encontro, juntamente com a Câmara Municipal de Nova Friburgo, para que possamos bater o martelo sobre esse assunto. Mas a minha sugestão é a de realizar um o carnaval 2012 um pouco mais adiante. Não significa que nos próximos anos a data tradicional não será respeitada, mas em 2012 é certo de que faremos um carnaval fora de época.”, afirmou o prefeito.

Sérgio Xavier e representantes da LIESBENF e presidentes de agremiações carnavalescas de Nova Friburgo
De acordo com o presidente da LIESBENF, Júlio César Boy, a reunião foi proveitosa porque todos os representantes das agremiações tiveram a certeza, por parte do prefeito Sérgio Xavier, de que o carnaval 2012 será realizado.
- “Viemos para saber do prefeito se vai ter carnaval ou não e saímos daqui com a certeza de teremos, apesar de ainda não sabermos o dia. Por enquanto é em fevereiro, mas devido à tragédia, por 12 de janeiro ainda ser uma data marcante, pode ser que o carnaval seja realizado em outra data. Mas obtivemos a certeza de que os valores da subvenção estão garantidos. Vamos ver se conseguimos enxugar o repasse, hoje aproximadamente entre 600 a 700 mil reais, na tentativa de adiantarmos a festa e termos a sua realização na data tradicional, em fevereiro.”, disse. 

- Com Secom – PMNF